Em Portugal vi eu já / Em cada casa pandeiro / E gaita em cada palheiro: / E de vinte anos acá / Não há hi gaita nem gaiteiro - Gil Vicente, 'Triunfo do Inverno'.
Pintura Portuguesa
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António Carmo (n. 1949, Lisboa), A Caminho do Eden, 2000. Acrílico s/ tela, 150 x 130 cm. Exposição "Diálogo das Cores", Museu Municipal Santos Rocha, Figueira da Foz, 2025.
Há algo na paleta de António Carmo que nos transporta de imediato para uma espécie de "slow living" visual. Esta tela, em particular, parece capturar aquele estado de suspensão entre o sonho e a realidade, onde as formas orgânicas e as cores quentes nos convidam a abrandar o passo. Uma verdadeira celebração da harmonia entre o corpo e a paisagem.
Concordo plenamente com as suas palavras. Define a minha idêntica sensação com a escolha das cores e suas transições, que me foi o que desde o princípio me tocou. Obrigado Daniel Marques e volte sempre.
O escritor açoriano João de Melo esclarece no seu diário, Novas Fases da Lua (2025), uma informação que me passara despercebida, dentro daquelas informações fixadas como inócuas e obscuras entre os leigos como eu. Diz ele: «Ainda em relação às questões do clima, ocorre-me com frequência ser confrontado por essa Europa fora com o "ciclone" dos Açores. Acorro de pronto em defesa da minha terra: os Açores não são centro "ciclónico", e sim "anticiclónico". E não contribuem para agravar as condições climáticas do Centro e Sul da Europa. Pelo contrário, travam o ímpeto dos tufões e dos ventos americanos a meio do Atlântico, quebrando-lhes a espinha, dando-os de presente ao Norte europeu. Deviam é estar agradecidos aos Açores geográficos, por esta obra de amansamento da besta oceânica. Sendo a Terra redonda, e não existindo regra sem exceção, digo-lhes que os nórdicos em geral e os britânicos em especial são porventura os ún...
A visita ao Museu Romântico do Porto é um privilégio sublinhado pelo encanto do lugar. As escarpas do primitivo rochedo, onde foram implantados os Jardins do Palácio de Cristal, cuja fruição acompanha as majestosas vistas do Douro explanando-se no oceano, proporcionaram a adaptação de várias edificações contíguas. Entre elas, está o museu, que pretende representar o ambiente envolvente e projetado naquela área na década de 1860. Desta feita, seguindo o aprazível caminho rústico da Rua de Entre-Quintas, descobre-se ao virar da esquina o miradouro da Quinta da Macieirinha com o imóvel assinalado e o museu inaugurado em 1972. O edifício pertenceu à família Pinto Basto, creio que a mesma do par do reino que fundou a fábrica de porcelanas da Vista Alegre. Célebre por ter sido a última morada do rei da Sardenha e Piemonte, Carlos Alberto (1798-1849), a casa mantinha a sua memória, na reconstituição de dependências, como a capela, o...
Há algo na paleta de António Carmo que nos transporta de imediato para uma espécie de "slow living" visual. Esta tela, em particular, parece capturar aquele estado de suspensão entre o sonho e a realidade, onde as formas orgânicas e as cores quentes nos convidam a abrandar o passo. Uma verdadeira celebração da harmonia entre o corpo e a paisagem.
ResponderEliminarConcordo plenamente com as suas palavras. Define a minha idêntica sensação com a escolha das cores e suas transições, que me foi o que desde o princípio me tocou. Obrigado Daniel Marques e volte sempre.
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